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REGALO MUSICAL

Por Amanda Nascimento / Imagens de Hélder Tavares

Além de cheiro, dos gestos e olhar de seu povo, uma cidade também se comunica pelo som. No caso do Recife, isso é um belo pleonasmo. É uma cidade com os mais variados ecossistemas musicais indo do popular ao erudito. E é exatamente falando disso que a cidade nunca poderá esquecer um presente que ganhou no dia 7 de outubro de 1958. Foi quando o então prefeito Pelópidas da Silveira resolveu aprovar o projeto musical do maestro assistente da Orquestra Sinfônica do Recife, Geraldo Menucci, que veio jovem do Rio de Janeiro e por aqui se radicou. Era decretada a fundação da Banda Sinfônica da Cidade do Recife (BSCR), formando um time musical de 34 pessoas para acompanhar as manifestações cívicas e culturais do município. “A estrutura de uma banda tem origem para contribuição da música militar e, com o passar do tempo, alguns instrumentos e estilos foram inseridos, melhorando a sua configuração de qualidade”, explica o mestre. “Lembro-me como se fosse hoje de quando fizemos a seleção para formar a Bandinha do Recife”, recorda a forma carinhosa de como a BSCR era conhecida. O conjunto teve a sua primeira apresentação oficial no dia 24 de dezembro de 1958, no Sítio da Trindade, na Zona Norte do Recife.
Desde então, a BSCR passou por muitas mudanças e hoje, faz parte do patrimônio musical da capital pernambucana. Como regentes, teve a honra de contar além do trabalho do maestro Geraldo Menucci (primeiro regente), os comandos de Lourival Oliveira, Antônio Albuquerque, Luiz Caetano, José Genuíno, Júlio Rocha, Ademir Araújo, o conhecido Formiga, Edson Rodrigues, Ricardo Normando e maestro Duda. Em 2002, assumiu como regente titular e artístico o maestro Neneu Liberauquino e seu assistente, o maestro Adelmo Apolônio. Atualmente, é composta por 84 integrantes, entre eles, músicos, quadro técnico-administrativo e produção. “É uma banda diferenciada tanto do ponto de vista de instrumentação como do ponto de vista do repertório, indo do erudito ao popular”, ressalta Liberalquino ao descrever a BSCR. “No popular, tocamos todos os gêneros como o Jazz, Música Popular Brasileira, Música Pernambucana, Música Latina…Sem esquecer os tradicionais ‘Dobrados’. No erudito, além de clássicos, desenvolvemos um trabalho com trilhas sonoras. É uma forma de aproximar o jovem da música sinfônica”, acrescenta o maestro. Os 70 músicos estão divididos em 3 grandes naipes/ seções de instrumentos (madeiras, metais e percussão), cuja quantidade de pessoas pode variar de acordo com cada concerto, podendo ter convidados.

O casal Gilberto e Carmen Pontes
| SEM CASA

Uma das grandes problemáticas que a Banda Sinfônica do Recife vem enfrentando é a falta de uma sede para seus ensaios. Desde 1978, a casa era o centenário Teatro do Parque, mas que, desde 2008, entrou em uma reforma infindável. Quando lá residia, realizava uma média de 40 apresentações por ano.
Hoje, a BSCR está a mercê da disponibilidade de pautas dos teatros da cidade. Quando conseguem, ensaiam no Teatro Luiz Mendonça, localizado no Parque Dona Lindu, Zona Sul do Recife e, uma vez no mês, tem um concerto gratuito para a população no Teatro de Santa Isabel, patrimônio que fica no centro da cidade.

| UM MAESTRO DE MAGNITUDE INCALCULÁVEL

Natural de Canhotinho, município do Agreste pernambucano, o maestro Nenéu Liberauquino tem relação com a música desde criança. O seu pai o levava para os programas de rádios. Primeiro veio o canto, chegando a ganhar o I Concurso de Cantores Infantis do Nordeste (TV Globo). Depois, na adolescência, foi a vez do violão influenciado pelo violonista Manoel Barbosa, amigo de seus pais, e pela Escola Brasileira de Violão, representada por Garoto, Paulinho Nogueira e Baden Powell, quando desenvolveu uma técnica própria.
Graduou-se em Letras na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mas a vontade de estudar profundamente a linguagem musical o fez ir mais longe. Após um curso de extensão de música no Recife, o regente partiu para São Paulo, onde fez mais cursos de curta duração e depois, foi para os EUA. Em 1988, ele teve uma formação erudita na Berklee College of Music (Boston-USA), graduando-se em Composição, onde desenvolveu estudos em regência, escrita linear, arranjo no estilo Duke Ellington e escrita para madeiras com renomados professores como o saxofonista, arranjador e regente Bob Freedman, do CD Hot House Flowers (1984), de Wynton Marsalis.
Além dos tradicionais concertos em teatros da capital pernambucana, não se pode esquecer de que a BSCR já esteve presente em eventos musicais de grande relevância como o concurso de Bandas de Música, sendo vice-campeã, em 1964, comemorativo ao 139* do jornal Diario de Pernambuco ao lançar o poema sinfônico A Grande Abertura do Diario de Pernambuco, que o maestro Ademir Araújo compôs para ocasião; Em 1977, foi campeã do I Torneio Pernambucano de Bandas de Música, patrocinado pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado.

| O DISCO CONQUISTADO NO JUBILEU DE OURO

Em 2008, com patrocínio da Prefeitura do Recife e o Teatro do Parque, o maestro Nenéu Liberalquino desenvolveu o projeto de gravação do disco de 13 faixas ao vivo da Banda Sinfônica da Cidade do Recife em comemoração do aniversário de 50 anos, no dia 7 de outubro de 2008. Para o maestro, a parceria com o Studio Carraca (mixagem e masterização) e a imprescindível participação de Flávia Cabali, responsável pela captação de áudio. O repertório foi eclético, uma homenagem não só ao Recife, mas a todo o Estado de Pernambuco, contemplando grandes figuras da Música Brasileira como Luiz Gonzaga e Sivuca.

Faixas
O GUARANI
LEÃO DO NORTE
GONZAGA EM TOM MAIOR (MEDLEY DE LUIZ GONZAGA)
MALUQUINHO
MELODIA SENTIMENTAL
SEGURA ELE
SUITE PERNAMBUCANA DE BOLSO
HOMENAGEM A TOM JOBIM
ASSUM BRANCO
RECIFE, CIDADE LENDÁRIA
FOGOIÓ-HOMENAGEM A SIVUCA
BEBÊ
ECO-CAPIBARIBE

| UMA BANDA PERSISTENTE

A história deste grupo musical é marcada pela persistência. E é isto sobre que o maestro Ademir Araújo, o conhecido como Formiga, recorda muito como a BSCR lutou para chegar aos seus 57 anos. “Além de toda a dificuldade de infraestrutura que a Banda já passou, na questão de repertório também teve muitas modificações que, atualmente, necessita valorizar os compositores, arranjadores, regentes e instrumentistas da nossa terra. A Banda Sinfônica da Cidade do Recife precisa reavaliar este procedimento, devido a tudo que já conseguiu vencer. Temos que dar um pouco mais de atenção ao que produzimos em Pernambuco”, observa Araújo.
O maestro Ademir Araújo também estava na fundação da Banda Municipal do Recife, nome de batismo anterior ao atual, onde teve estreia no naipe de saxofone. Foi regente titular de 1970 a 1977. Depois, teve um intervalo fora desenvolvendo outros projetos para o Estado de Pernambuco como a Banda Sinfônica Juvenil Pernambucana e, entre 1984 e 1991, voltou e comandou a Banda Sinfônica da Cidade do Recife, com esta nova denominação. Já aposentado da instituição, hoje está no comando da Orquestra Popular do Recife, idealizada pelo escritor Ariano Suassuna, e participa com seus arranjos em projetos de artistas dos mais variados estilos, tendo participado de trabalhos com percussionista Erasto Vasconcelos, no CD Jornal da Palmeira, com o grupo Camerata Brasileira, no CD “Noves Fora” (RS) e da Nação Zumbi, no CD Fome de Tudo.

O maestro Nenéu Liberalquino
| UM SOPRO FORTE DA ZONA DA MATA PARA O MUNDO

Natural de Nazaré da Mata, município da Zona da Mata Norte de Pernambuco, o trombonista Nilson Amarante Júnior teve sempre vocação para a música. Primeiro trombonista e chefe do naipe de trombone da Banda Sinfônica da Cidade do Recife, Nilsinho (assim como gosta de ser chamado e é conhecido) também é estudante de licenciatura música na UFPE, idealizador do projeto A Trombonada e já tocou com nomes como o maestro Spok, o percussionista Naná Vascocelos, Lula Queiroga e Silvério Pessoa. E, mais do que tudo, um entusiasta inesgotável do frevo.

| SEGUIU OS PASSOS DO PAI

Desde pequeno já desfilava como mascote na banda da escola. Filho do músico e militar, o saxofonista Nilson Amarante circulou antes de viver na capital pernambucana. Aos sete anos, foi morar em Goiana, outro município da Mata Norte de Pernambuco, onde estudou na I Escola de Música da Banda da Curica, banda sinfônica histórica. Lá, nunca esquece que aprendeu as primeiras notas musicais e os demais ensinamentos do mestre Wilson Ferreira.
Aos 10 anos, foi pra Condado, onde pegou o primeiro instrumento, um sax order, popularmente chamado de trompa cachorrinha, na Orquestra Filarmônica 28 de Junho. Depois, veio o trompete, mas nada teve mais sucesso e entusiasmo com o trombone que ganhou de presente do pai. ”O meu pai foi muito importante na minha formação musical. Por onde ele passava, formava uma orquestra para iniciar as crianças e quem quisesse”, ressalta o trombonista. “Ele me deu um trombone para ganhar dinheiro no Carnaval, porque nunca se imagina em chegar a tocar numa Banda Sinfônica”, acrescenta.
Com mais uma transferência do pai, chegou ao Recife em 1992. Certamente, esta mudança transformaria a sua vida pra sempre. ”As bandas no interior tem um limite. Eu queria buscar algo que me tornasse um profissional”, lembra. Na capital pernambucana, entrou para o Conservatório Pernambucano de Música, onde teve contato com professores especializados como Maviael Júnior e Flávio Lima, e teoria musical, algo inédito para ele.
Em 1994, passou no concurso da Banda Sinfônica do Recife e ganhou uma bolsa para estudar na França. Lá ficou por 3 meses. Atualmente, além da universidade e tantos projetos paralelos como a Banda Sinfônica da UFPE, que ele ajudou a criar, Nilsinho também ensina o que aprendeu durante toda a sua história. Entre suas referências, os trombonistas Raul de Barros e Raul de Souza são entre os seus preferidos.

Nilsinho Amarante
| A TROMBONADA

Projeto que surgiu espontaneamente depois da gravação do CD Cabeça Elétrica, Coração Acústico, do pernambucano Silvério Pessoa, em 2005. A interação foi tão incrível que, após 2 anos desta experiência de cinco trombones reunidos, estavam gravando o primeiro CD, De Madrugada. Liderada por Nilsinho Amarante, a banda contou com a participação de Naná Vasconcelos, Bocato, Toninho Ferragutti, Léo Gandelman, Spok, entre outros. Ao vivo, o quinteto é acompanhado por outros instrumentos como baixo, guitarra e bateria. “A Trombonada é um grupo inusitado que tem o objetivo de tocar a música instrumental pernambucana que os trombones são protagonistas”, declara o idealizador.

Já tocaram em eventos importantes como o festival Rec-Beat e o Encontro Regional de Trombonistas, além de participarem do DVD Raízes, da cantora Elba Ramalho. A música do grupo mescla frevo, baião, forró e outros ritmos de salão com a sonoridade e o improviso do jazz. O segundo disco está sendo gravado.

Formação:

Nilsinho Amarante (trombone tenor), Adonis Garcia (trombone tenor), Esli Lino (trombone tenor), Adelson Lins (trombone tenor) e Junior Cebolinha (trombone baixo)

| INTEGRAR O QUADRO NA BSCR

E como faria um músico para fazer parte deste time tão desejado? Para ser membro da BSCR é necessário que o músico faça um concurso público para a Prefeitura da Cidade do Recife de acordo com o seu instrumento. E foi no de 1988 que o casal Gilberto e Carmen Pontes fizeram a prova e se conheceram. Ele, saxofonista. Ela, clarinetista.
O saxofonista Gilberto Pontes é oriundo de Abreu e Lima, município da Região Metropolitana do Recife. Seu contato com a música foi ainda na adolescência com a flauta doce na Escola Polivalente de Abreu e Lima. Lá, fez parte de uma banda marcial e depois recebeu os ensinamentos do maestro Policarpo Lira Filho, o Maninho. Também fez um estágio na Banda de Itapissuma. Quando maior, tentou ser marinheiro para seguir os passos do pai, mas a música era mesmo a sua vocação.
Ao chegar na capital pernambucana, passou pelo Centro Profissional de Criatividade Musical. Em 1988, resolveu fazer o concurso da Banda Sinfônica do Recife para compor o naipe de Saxofones e se estabilizou em sua profissão. “A partir deste momento, teve certeza que o saxofone era mesmo o seu caminho, uma influência do seu avô”, revela o músico. Além de atuar na BSCR, Gilberto é sócio da Orquestra Spok Frevo, toca na Orquestra Fascinação e ainda, pontualmente, em shows de Elba Ramalho e entre outros artistas reconhecidos.
Já a clarinetista Carmen Pontes, conheceu a música em Peixinhos, bairro de Olinda. Lá estudava em um colégio e viu uma apresentação da Banda Sinfônica Juvenil de Pernambuco em uma festividade. “Assim que vi esta apresentação, apaixonei-me e senti que a minha história começava ali”, declara a clarinetista. Anteriormente, foi o flautim, mas, ao começar os estudos, o clarinete se tornou mais interessante por ser um instrumento mais clássico. Por ser mulher, encontrou algumas barreiras como a resistência do pai, mas tudo não passou de um estímulo para continuar na música.
Carmem é uma mulher polivalente. Além de ser a primeira clarinetista do naipe da BSCR, ela estuda regência há três anos no Conservatório Pernambucano de Música, é estudante de Licenciatura em Música na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e formada em Licenciatura em Biologia e Fonoaudiologia. E não se pode esquecer do seu projeto paralelo: a orquestra de frevo 100% Mulher, onde assume o papel de maestrina. “Temos os nossos projetos por fora, mas a nossa grande garantia de renda é a Banda Sinfônica da Cidade do Recife”, revela. O casal tem dois filhos que ambos gostam de música, mas não são profissionais da área.
O último concurso que teve para ingressar na BSCR foi em 2002, quando o maestro Nenéu Liberauquino assumiu. Caso um músico ou musicista queira fazer parte da Banda Sinfônica da Cidade do Recife, tem que esperar as provas que, há mais de 12 anos não têm data para acontecer. Tem que esperar.

| EMOÇÃO MUSICAL PARA TODOS OS MESES

Bonito de ver todos os 512 lugares lotados do Teatro de Santa Isabel na quarta-feira, 16 de setembro de 2015. É sempre assim. O concerto da Banda Sinfônica da Cidade do Recife sempre começa às 20h, mas os ingressos ficam esgotados horas antes.
A BSCR se apresenta gratuitamente para a população uma vez por mês. O público abrange desde mães com seus bebês de colo até senhoras e senhores que vêm lembrar os tempos em que a BSCR se apresentava na rua. A emoção foi total quando foi tocada Samba da Minha Terra, de Dorival Caymmi com arranjo de Hudson Nogueira, canção repetida no bis. Programa que entra no mapa cultural tanto para o residente de todas as idades no Recife como para os turistas.
Para seguir na BSCR também tem que resistir às dificuldades de pautas para ensaios e apresentações nos teatros da cidade do Recife. Mesmo sem casa, a banda segue se apresentando para a população todos os meses do ano. Muitas vezes, a BSCR só faz apenas um ensaio geral para a apresentação.

REPERTÓRIO DO CONCERTO DE SETEMBRO DE 2015
1. IN FLIGHT (Samuel Hazo)
2. O SAMBA DA MINHA TERRA
(Dorival Caymmi)
Arranjo: Hudson Nogueira

3. MARIA-MARIA
(Milton Nascimento)
Arranjo: Miguel Briamonte

4. MELODIA SENTIMENTAL
(H. Villa-Lobos- Dora Vasconcelos)
Solista da BSCR: George André (Corne-inglês)
Arranjo: Marcos F.M

5. JONH WILLIAMS IN A CONCERT
(Medley de trilhas de John Williams)
Arranjo: Paul Lavander

6. SOMEWHERE IN TIME
(John Barry)
Arranjo: Calvin Custer

7. BUT NOT FOR ME
(George Gershwin-Ira Gershwin)
Solista da BSCR: Erilson Oliveira (Clarinete)
Arranjo: Warren Barker

8. EL CAMINO REAL
(Alfred Reed)
A Latin Fantasy

| INTEGRANTES DA BSCR

Regente titular e diretor artístico (Nenéu Liberauquino), Regente Assistente (Adelmo Apolônio), Diretora de produção artística (Ivaneide Nascimento), Flautim (Antônio Justo Lemos de Oliveira), as Flautas (Manoel Albino da Silva Júnior, Mozart Ramos da Costa, Ana Késia da Silva Ferreira, Marlon Silva Ferreira, Bráulia Vital de Souza- convidada), os Oboés (Cleybson Lima Cavalcanti, George André de Brito Silva), os Fagotes (Marcílio de Souza Oliveira Júnior, Jean Carlos Fonseca- Convidado), a Requinta (Silvio Pessoa Cavalcanti), os Clarinetes (Eliel Correia da Silva, Carmen Lúcia de Lemos Pontes, Erilson José da Silva Oliveira, Luis Henrique Pereira, Weydson Fernandes Lins, Elizabeth Bezerra de Souza, Genilson Correia Pontes, Fábio José Batista, Vlaudemir Vieira de Albuquerque, Deividy Batista de Barros, Manoel Agostinho da Silva, Dorgival Vieira de Souza- 1 convidado), 1 Clarone/Clarinete (Severino Crisóstomo dos Santos), Clarinete Alto em Mi bemol (Ademir Claudino da Silva), um Clarone (Severino Ramos Assis), os Saxofones (Gilberto Correia Pontes, Eliúdo Pereira de Souza, Flávio José do Nascimento, Evandro Sampaio da Nobrega, Gilmar Santos da Silva, Nivaldo Queiroz de Souza, Flávio Silva de Barros e José Ramos de Oliveira Barros), os Euphonius (Fabiano André Francisco, Caio Cesar da Silva- Convidado, João Guilherme Santana- Convidado, Kenneth Anderson de Araújo- Convidado), os Trompetes (Admário Vieira da Silva, Alexandre Luis de Freitas Santos, Diógenes Francisco Pires, Jailson José da Silva, José Francisco de Lima Filho, Fábio Pereira da Silva, Flávio Antônio Oliveira Santana), as Trompas (Marcelo Marinheiro da Silva, Sara do Nascimento B. da Silva, Jeremias Martins Florentino, José Henrique da Silva), os Trombones (Nilsinho Amarante, Valdemar Pedra Rica Filho, Valderiza Figueira Gonzaga, Adão José dos Santos, Israel Inácio de Oliveira, Evanildo Maia de Santana- convidado), um Trombone Baixo (Jorge Gonçalves Guerra), as Tubas (José Inaldo da Silva, Eliel Ferreira da Silva, Everaldo Manoel de Souza, Joseano Lauriano da Silva), um Contrabaixo Elétrico (José Nilson Lopes), um Baixo Acústico (Thiago Fournier de Camargo), Bateria e Percussão (Sérgio Ricardo Soares da Silva, Marcelo Pereira da Silva, Josué Pacheco da Silva, Célio Coelho de Melo, Ricardo Silva Fraga), Tímpanos (Célio Coelho de Melo, Marcelo Pereira da Silva), Xilofone/Bells (Célio Coelho de Melo), Departamento administrativo: Arranjador (Nilson Lopes), Assistente de Produção (Maria Dalva Bastos Valença), Copista (Leonice Bezerra da Silva), Inspetor (Diogenes Pereira de Souza), Arquivistas (Vera Lúcia Lopes Salvador, Edvaldo Rodrigues da Silva), Montadores (Ivanildo Figueira de Queiroz).